Sobre ser mulher e tudo mais que quisermos ser!

Para uma feminista de carteirinha como eu, março sempre foi um dos meses mais significativos e marcantes do ano e é óbvio que a pauta desse artigo será todinha dedicada a colocar as mulheres no centro dos holofotes!

Mas, antes de continuar, acho fundamental reforçar o significado de feminismo: movimento social por direitos civis, protagonizado por mulheres, que desde sua origem reivindica a igualdade política, jurídica e social entre homens e mulheres. Sua atuação não é sexista, isto é, não busca impor algum tipo de superioridade feminina, mas a igualdade entre os sexos.

Em artigos anteriores já listei diversas dicas de como as empresas, RHs e gestores podem promover ações para diminuir a lacuna de desigualdade na contratação e promoção de mulheres, viabilizando um ambiente com equidade de gênero. Precisamos acelerar essas ações uma vez que, de acordo com dados do relatório do Fórum Econômico Mundial de 2020, se continuarmos no ritmo que estamos (o mais evoluído da nossa história) ainda vamos levar 257 anos para atingir a mesma participação econômica e oportunidade que os homens.

Portanto, dessa vez quero voltar minha fala às mulheres e garantir que o maior número possível de nós conheça os seus dados e representativade no mundo corporativo, entenda melhor nossos desafios e principalmente saiba como quebrar nossos próprios viéses inconscientes, aprofundando nosso autoconhecimento e solidificando nossa autoconfiança para contornarmos diversas situações.

Desde crianças somos ensinadas a sermos muito mais comportadas que os meninos, a agradarmos pais, professores, colegas, a dizer sim para tudo e a nos expormos muito menos a situações de risco. Inevitavelmente essa construção de comportamento nos acompanha até a vida adulta e, obviamente, refletimos isso no ambiente de trabalho. O “Gender Insights Report”, uma análise feita pelo LinkedIn para entender como o gênero afeta a interação entre empresas, recrutadores e candidatos, mostrou que as mulheres se aplicam 20% menos que os homens e que são extremamente mais seletivas no momento de se aplicar a uma vaga. Enquanto um homem sente-se confortável ao se candidatar a uma posição em que ele cumpre 60% dos pré-requisitos, as mulheres só o fazem quando cumprem 100% dos critérios solicitados.

Uma vez que as mulheres são muito mais seletivas do que os homens quando consideram uma vaga, elas também são mais propensas a serem contratadas quando finalmente se aplicam. Se as mulheres só se candidatam quando se sentem extremamente qualificadas para o cargo, faz sentido que elas tenham uma maior taxa de sucesso (mulheres têm 18% mais chances de serem contratadas do que os homens), no entanto, isso também indica que na maioria das vezes elas não estão se desafiando e provocando o mercado. Infelizmente essa excessiva auto-exigência, muitas vezes aliada à falta de representatividade (poucas mulheres em determinados cargos e funções), nos leva a perdermos grandes oportunidades de carreira.

Em um workshop incrível promovido pelo grupo de mulheres do LinkedIn e guiado pelo @thinkeva & @thinkolga conheci a Síndrome da Impostora: uma autopercepção pela qual uma pessoa se considera menos qualificada para uma determinada função ou reconhecimento que os seus companheiros. Apesar de ser uma síndrome que pode afetar qualquer gênero, ela é muito mais comum entre mulheres, justificado, como já citado anteriormente, por diversos aspectos sociais e culturais. As pessoas que sofrem dessa síndrome acreditam que seus méritos foram resultado de sorte, estar no lugar certo na hora certa ou ter enganado ou outros sobre sua inteligência e capacidade (quem nunca, né?).

Foi realmente transformador estar em uma sala com mais de 30 mulheres e ouvir relatos de TODAS contando sobre situações em que se sentiram da mesma forma. Transformador por aprender a diagnosticar situações em que me senti assim, por validar que isso é extremamente comum entre as mulheres (não importa qual cargo, senioridade, condição social ou financeira) e por conhecer formas de lidar com essas situações. Minha intenção aqui não é dar uma aula sobre esse tema e sim garantir que o maior número possível de mulheres saiba que isso existe e consiga reconhecer esses sentimentos para ultrapassá-los: medo de ser exposta como uma fraude, sentir culpa por achar que não merece determinado reconhecimento ou questionar suas próprias conquistas.

As 5 dicas principais que nos guiaram naquele workshop foram:

  1. Celebre e registre suas vitórias, é fundamental voltar nelas quando aquele sentimento de fraude ou a baixa auto-estima derem o ar da graça!
  2. Peça feedbacks honestos: na grande maioria das vezes o olhar do outro é muito mais generoso do que nossas vozes internas 😊
  3. “Em Construção”: nossa carreira está eternamente em evolução e precisamos a todo momento lembrar que ninguém nasce pronto. A ideia é encarar a jornada com o olhar de aprendizado!
  4. Seja mentora de alguém: ao compartilhar seu conhecimento e vivências, além de ajudar outra pessoa também diminui a sensação de ser uma fraude na sua área.
  5. Crie sua rede de apoio: ter uma rede segura onde se possa dividir as angústias e compartilhar experiências nos fortalece e os medos tornam-se menores.

Tudo isso pra dizer que:

MULHERES, competência não depende de gênero! Nós podemos ser o que quisermos ser! Além das empresas fazerem seu papel na jornada de nos contratar, desenvolver e promover a cargos de liderança, também precisamos fazer nossa parte vencendo nossos próprios medos e desconstruindo preconceitos que foram enraizados com louvor durante nossa construção social. Não precisamos agradar a todos, não precisamos dizer SIM sempre, não precisamos trabalhar mais para justificar nosso sucesso na dedicação extra ao invés de reconhecermos nosso potencial, não precisamos nos auto-sabotar!

No meu caso, duas ferramentas foram determinantes e me ajudam muito nesse processo de autoconfiança e autoconhecimento: terapia e mentoria. Minha terapeuta, minha mente e minha mentora desempenham um papel fundamental na minha evolução de carreira, com elas aprendi a dizer não, a me posicionar de forma mais assertiva (aceitar que é impossível agradar a todos o tempo todo), a acreditar no meu potencial, a reconhecer minhas conquistas e a ser protagonista da minha carreira.

Espero que cada uma de nós possa encontrar suas ferramentas de empoderamento, reconheça sua real potencia e siga lutando por um mundo mais justo ao ocupar todos os lugares! Yes, we can!

Em tempo, para empresas e recrutadores:

  1. Para incentivar mais mulheres a se candidatarem, reveja se o título da vaga e a descrição estão em linguagem neutra de gênero e seja cuidadoso sobre o número de requisitos que é solicitado, destacando que é realmente obrigatório e o que é apenas desejável de se ter.
  2. Informações sobre políticas de trabalho flexíveis, plano de saúde e licença maternidade são mais  importante para as mulheres do que para homens, portanto certifique-se de incluir isso também em suas descrições de vaga.
  3. Não se acomode se a equidade de gênero estiver dentro dos padrões esperados na sua empresa, vá mais fundo e examine diferentes áreas, funções e senioridades. Sem dúvida algum desses níveis ainda pode apresentar oportunidades de melhoria.

Por Jaqueline Mandelli

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